A mulher no mundo corporativo: onde as empresas podem e precisam fazer a diferença

A necessidade da criação de um espaço igualitário em todas as questões, é um assunto que se torna cada dia mais pertinente em relação à sociedade. Devido à maior vocalização das minorias, está havendo uma maior cobrança social para as empresas trazerem as pautas de igualdade social para seu ambiente interior.

A luta das mulheres por espaço dentro do mercado de trabalho é constante há muitos anos, porém, ainda assim, há muito o que se conquistar para a real igualdade entre gêneros.

Principais obstáculos

  • Remuneração Inferior

Segundo divulgado numa pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no ano de 2020, o salário médio das mulheres é 22% menor que o salário médio masculino. Essa desigualdade salarial não é um problema exclusivo do Brasil, pelo mundo todo, a pauta de homens recebendo salários maiores do que as mulheres é extremamente pertinente e importante para a sociedade.

  • Poucas Mulheres Em Cargos De Liderança

Em nosso país, menos de 5% dos cargos de CEO são ocupados por pessoas do gênero feminino. Apenas 24% das profissionais brasileiras se encontram em uma posição de liderança. Muitas vezes, por serem consideradas o “sexo frágil”, as mulheres não são muito contratadas para atuarem em posições de liderança.

  • Discurso Que Não Condiz Com A Prática

Apesar de muitas empresas fazerem propagandas sobre abraçarem a diversidade e lutarem em conjunto pela igualdade, no dia-a-dia podem existir ainda questionamentos sobre suas habilidades, comentários maldosos e o preconceito diário. Por isso, ao aplicar políticas de diversidade dentro de uma empresa, é importante haver uma reflexão sobre se aquilo é pela real vontade de incluir ou apenas para manter as aparências para o público. 

  • Cobrança Exagerada

Desde criança, mulheres são vistas como mais responsáveis e empenhadas. Enquanto uma garota de 20 anos já é uma mulher “bem grandinha”, um garoto de 20 anos é só um “menino bobinho” ainda. Por esse inconsciente coletivo que muitas mulheres são cobradas excessivamente em suas funções, como se elas tivessem que cuidar e se responsabilizar pelos seus colegas homens. 

 

Comportamentos machistas do dia-a-dia

A interrupção da fala de mulheres por colegas homens é um comportamento muito comum. Segundo a Universidade George Washington, homens já são quem mais falam durante as reuniões e, mesmo assim, eles têm a necessidade de interromper mulheres durante seus momentos de fala. Esse fenômeno é tão comum que no inglês ganhou um nome próprio, ele é denominado Manterrupting.

Além da interrupção, existe a constante necessidade de provação do intelecto das mulheres. No dia-a-dia, é como quando uma mulher diz gostar de futebol e um homem brota do nada perguntando sobre a regra do impedimento. Essa dúvida da capacidade de mulheres gera muitas explicações de coisas óbvias e simples, principalmente quando é algo que a mulher já domina. Esse ato novamente é tão comum que recebeu uma denominação própria Mansplaining.

Dentro do mundo corporativo, existe ainda um roubo do crédito por parte de colegas homens. Eles repetem ideias e tomam como autoria própria, ou então, tentam explicar o que a mulher falou com mais didática, como se a colega necessitasse de tradução para ser bem entendida.

O que as empresas podem promover para fazer a diferença

Firmar um compromisso com a luta pela igualdade de gêneros é o primeiro passo para transformar a sua empresa em um local aberto e acolhedor para receber as funcionárias. Para manter o ambiente de trabalho dessa forma, é imprescindível a análise dos comportamentos sexistas que são reproduzidos no dia-a-dia e advertências que ajudem a evitá-los. 

O respeito é essencial dentro do ambiente, portanto é imprescindível que as colegas mulheres sejam ouvidas respeitosamente sem interrupções. Piadas e anedotas sexistas também não cabem em um ambiente de trabalho igualitário e diversificado.

Além disso, existem questões que podem ser aplicadas nas políticas do R.H., como por exemplo, realizar entrevistas entre o mesmo número de candidatas e candidatos. Dar chance às mães, já que é comprovado que candidatas com filhos têm chances 44% menores de serem contratadas. Além disso, salários igualitários são obrigatórios por leis trabalhistas e políticas de inclusão são sempre bem-vindas.

 

Para saber mais sobre como gerenciar a sua empresa de maneira justa para todos os funcionários, acompanhe nossos canais.

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