Viagens corporativas após COVID-19

A pandemia de COVID-19 instituiu novas práticas ao cotidiano de toda a população. Reconhecido mundialmente como novo normal, faz parte do imaginário popular a ideia de que nada será como antes. 

O cenário do turismo e das viagens corporativas também foi afetado. Embora muitas empresas tenham proibido as viagens, acredito que com a retomada da atividade industrial elas serão retomadas, ainda que em pequena escala. 

Nesse momento de trabalho remoto, as atividades corporativas têm se apoiado fortemente nas ferramentas tecnológicas para manter o contato entre as pessoas.

Essa é uma das práticas que deve perdurar após a pandemia. As empresas estão percebendo que a produtividade não está sendo afetada pelo trabalho remoto, então, por que fazer uma viagem para resolver um assunto que pode ser resolvido de forma virtual?

O que antes era uma dúvida, hoje é uma certeza. Isso é realmente viável e possível! 

Mas, as viagens corporativas não serão extintas. Determinados assuntos ainda requerem a presença física das pessoas. No entanto, os critérios de decisão pela viagem serão alterados.

E como oferecer segurança para as pessoas viajarem? Como se sentir seguro viajando num avião? Como garantir que um quarto de hotel está desinfectado? Será que o restaurante self-service é a melhor opção para o fazer a refeição?

Essas são algumas das dezenas de perguntas que não têm respostas prontas. E, com elas, vem o desafio das empresas em operacionalizar medidas que transmitam segurança aos viajantes. Mais importante do que “estar limpo”, é provar ao viajante que ele estará seguro.

Atualmente, alguns países que passaram pelo pico de contaminação já iniciaram o retorno gradativo das atividades. Outros, que ainda estão entrando no pico, estão empreendendo medidas específicas para garantir a segurança da população.

Especialistas afirmam que muitas das ações deverão ser implementadas pelas agências reguladoras como medidas obrigatórias pós-pandemia, assim como ocorreu após o 11 de Setembro. 

 

Algumas das medidas já adotadas por algumas companhias áreas e alguns aeroportos são:

  • Aplicação de teste do COVID-19 antes do embarque
  • Controle da temperatura corporal e distribuição de kit de higiene com álcool em gel e sabonetes antisséptico
  • Utilização obrigatória de máscaras nas áreas comuns dos aeroportos e pelas tripulações
  • Incremento da tecnologia para realização de self check-in
  • Suspensão dos serviços de alimentação durante o voo ou adoção de refeições frias
  • Uso da biometria e reconhecimento facial para processos de imigração
  • Certificado de Imunidade ou Passaporte de Imunidade

 

Além dessas, outras medidas também vêm sendo discutidas, como desinfecção e higienização das malas; mudança no layout interno dos aviões, buscando maior distanciamento entre os passageiros; readaptação do programa de entretenimento interno das aeronaves para evitar o toque nas telas; utilização de robôs para limpeza; cabines de desinfecção em aeroportos. 

 

Passaporte de Imunidade

A exigência do Passaporte de Imunidade tem sido encarada com bons olhos por muitas agências reguladoras. Trata-se da apresentação de um documento (certificado ou atestado) que comprova que o passageiro está livre do COVID-19.

Como mencionei anteriormente, as medidas têm sido adotadas de forma descentralizada, mas o setor pressiona as entidades reguladoras para o estabelecimento de medidas uniformes.

Fato é que muitas dessas medidas serão regras mundialmente obrigatórias e, possivelmente, impactarão tanto o custo das passagens quanto o tempo das viagens, já que o processo de desinfecção pessoal e das bagagens demanda tempo. 

Independentemente do seu trajeto, minha recomendação é que você vá com antecedência ao aeroporto. Se possível, chegue com mais de 3 horas de antecedência para voos internacionais e 2 horas para voos domésticos. Evite ir acompanhado por alguém que não vai viajar com você; use permanentemente a máscara; procure não ir a restaurantes e lanchonetes — se precisar, compre antecipadamente algum alimento que possa levar para o embarque; faça o check-in eletrônico.

Verifique nos sites da companhia aérea, do aeroporto de embarque e de desembarque se há alguma medida adicional que requer sua atenção.

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